

A equipe do Abilità esteve em Reggio Emilia, na Itália, região que inspira uma das abordagens pedagógicas mais respeitadas do mundo. Nesta página, compartilhamos um pouco do que vimos, aprendemos e do que isso significa para a vida cotidiana das crianças aqui no Abilità.

Por que vocês foram para Reggio?
Desde 2015, carregamos o desejo de conhecer Reggio Emilia de perto.
Ao longo desses anos, visitamos escolas no Brasil e na América Latina, participamos de cursos, imersões e formações que dialogam com uma visão de infância mais sensível, participativa e humana. Esse caminho já faz parte da história do Abilità há muito tempo.
Mas existia uma vontade maior: conhecer o lugar onde muitas dessas ideias ganharam forma. Ver de perto os espaços, escutar os profissionais, compreender a cultura da infância presente na cidade e aprender ainda mais com quem constrói essa abordagem no cotidiano.
A viagem para Reggio Emilia não foi um ponto de partida. Foi mais um passo de uma pesquisa que seguimos construindo todos os dias.

O que é Reggio Emilia?
Reggio Emilia é uma cidade no norte da Itália conhecida mundialmente por sua visão de educação para a infância.
Após a Segunda Guerra Mundial, famílias e educadores da cidade começaram a construir, juntos, uma nova ideia de escola: uma escola baseada na escuta, nas relações, na participação e no respeito profundo às crianças.
Foi nesse contexto que nasceu a chamada abordagem reggiana, inspirada pelo educador Loris Malaguzzi. Mais do que um método, ela representa uma forma de olhar para a infância: considerando a criança potente, curiosa, investigativa e capaz de construir conhecimento em relação com o mundo, com os outros e com os espaços ao seu redor.

O que é a educação reggiana?
A educação reggiana é uma abordagem pedagógica que entende a criança como protagonista do próprio processo de aprendizagem.
Nessa visão, aprender não significa apenas receber conteúdos, mas investigar, criar, experimentar, levantar hipóteses, conviver e descobrir o mundo em relação com os outros.
A escuta, os vínculos, os espaços, os materiais e as múltiplas formas de expressão das crianças têm um papel central no cotidiano. Por isso, os ambientes são pensados com intenção, os projetos nascem da curiosidade das crianças e a documentação pedagógica ajuda a tornar visíveis os processos de aprendizagem.
Mais do que um método fechado, a educação reggiana é uma maneira de construir uma escola viva, investigativa e profundamente conectada à infância.

O que tocou vocês em Reggio?
Em Reggio Emilia, tivemos a oportunidade de visitar escolas da rede municipal da cidade, conhecer o Centro Internacional Loris Malaguzzi e também o Remida, um espaço dedicado à pesquisa, criatividade e ressignificação de materiais.
Mais do que estudar conceitos, pudemos observar a abordagem acontecendo na prática: os espaços pensados com intenção, a escuta das crianças, os projetos investigativos, os ateliês, a documentação pedagógica e as relações construídas no cotidiano.
Foi uma experiência de inspiração, pesquisa e aprofundamento. Uma oportunidade de enxergar, de perto, como uma cultura de respeito à infância pode atravessar os ambientes, as escolhas pedagógicas e a própria forma de viver a escola.

O que isso muda no dia-a-dia
das crianças do Abilità?
A experiência em Reggio Emilia nos trouxe inspirações, reflexões e muitas possibilidades para continuar fortalecendo caminhos que já fazem parte da identidade do Abilità.
Voltamos com o desejo de aproximar ainda mais as famílias da vida cotidiana da escola, criando momentos de convivência, presença e troca, como almoços e experiências compartilhadas dentro do ambiente escolar.
Também queremos ampliar os contextos artísticos, investigativos e criativos espalhados pelo dia a dia das crianças, valorizando os espaços, os materiais, as pesquisas e as diferentes formas de expressão da infância.
Seguimos construindo uma escola em constante pesquisa, escuta e transformação.

As vivências
Berçário
SUTILEZAS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
O Berçário está vivenciando um percurso investigativo norteado pela palavra SUTILEZAS.
Em um ambiente calmo e acolhedor, convidamos as famílias a compartilharem com seus bebês uma vivência com o Cesto dos Tesouros e o movimento livre. Será um momento especial para observar, com atenção e sensibilidade, como cada bebê explora o mundo no seu próprio ritmo, por meio de materiais naturais e objetos do cotidiano.
Ao manusear livremente esses elementos, os bebês realizam descobertas através dos sentidos, da curiosidade e da iniciativa própria, enquanto as famílias acompanham de forma atenta suas escolhas, gestos, movimentos e tempos.
Mais do que uma proposta de exploração, este encontro será uma oportunidade de fortalecer vínculos e valorizar a autonomia, o brincar livre e as pequenas sutilezas presentes nas descobertas da primeira infância.
Grupo Verde A
MARCAS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
As crianças foram convidadas a explorar um espaço de luz e sombras na sala de referência, utilizando projetor, animais e materiais translúcidos. Entre reflexos, projeções e descobertas, perceberam o próprio reflexo e suas marcas através da luz, investigando formas, movimentos e transformações no espaço.
Brincar com luz e sombras desperta a curiosidade, favorece a percepção visual, a expressão corporal e o brincar simbólico, transformando o ambiente em um espaço de investigação, encantamento e criação.
Grupo Amarelo
METAMORFOSES
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
A Filosofia da Metamorfose compreende a vida como um constante movimento de transformação, no qual transformamos a nós mesmos e também o mundo ao nosso redor. Inspirados por essa ideia, escolhemos a argila enquanto matéria viva, capaz de revelar grandes e pequenas transformações pelas mãos das crianças.
Ao longo desse percurso, uma pergunta tem guiado nossas investigações:
O que as nossas mãos podem transformar?
A Vivência com as Famílias será um convite para experimentar, criar e investigar junto às crianças, compartilhando um pouco do que acontece em nosso cotidiano de descobertas, pesquisas e transformações.
Grupo Azul
DESCOBERTAS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
Acreditamos que a infância é tempo de pesquisar o mundo através do corpo, das mãos, dos sentidos e das experiências vividas no cotidiano. A partir dessa escuta sensível das crianças, organizamos propostas de exploração e investigação, guiadas pela pergunta:
O que aparece quando minhas mãos tocam algo pela primeira vez?
Entre diferentes experiências, a argila ganhou destaque como possibilidade de criação, pesquisa e descoberta. As crianças exploraram texturas, temperaturas, marcas e sensações, utilizando não apenas as mãos, mas o corpo inteiro como instrumento de investigação e expressão.
Convidamos as famílias para vivenciarem conosco esse percurso de descobertas, sensações e criações tão especiais.
Grupo Verde B
RASTROS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
O grupo VERDE B está vivenciando um percurso investigativo norteado pela palavra RASTROS, que convida as crianças a explorarem os vestígios deixados pelo corpo, pelos movimentos e pelas interações com os materiais e os espaços.
Durante esse percurso, o grupo vivenciou experiências com linhas efêmeras feitas com fubá na mesa de luz, despertando curiosidade, imaginação e desejo de continuar investigando novas possibilidades.
Entre marcas, movimentos e descobertas, as crianças vêm construindo suas próprias pesquisas e maneiras de se expressar.
Convidamos as famílias para vivenciarem conosco esse percurso de rastros, experimentações e descobertas, compartilhando momentos de criação e investigação ao lado das crianças.
Grupo Laranja
CRIAÇÃO
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
Ao longo desse caminho, as crianças vêm construindo possibilidades para o desenvolvimento emocional, fortalecendo a identidade do grupo e também a identidade individual de cada criança. Criar, para o grupo, tem sido experimentar, imaginar, transformar, compartilhar e descobrir diferentes maneiras de estar no mundo e com o outro.
Para esta Sessão de Vivência, o grupo escolheu trazer a macroconstrução como experiência de investigação, imaginação e criação coletiva, na qual corpo, espaço e materiais se relacionam continuamente. Entre madeiras, canos, encaixes e grandes estruturas, as crianças exploram possibilidades construtivas, percebendo como pequenas ideias podem ganhar forma em criações coletivas cheias de significado.
Convidamos as famílias para viver conosco esse encontro de descobertas, vínculos e experiências criativas.
Grupo Vermelho
COISAS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
O grupo Vermelho está vivenciando um percurso investigativo norteado pela frase
Arquitetura das Coisas, partindo da pergunta central Como as coisas nascem?
Ao longo de nossa pesquisa, as crianças vêm investigando seus traços, expressões, cores, formas e maneiras de se perceberem e se representarem no mundo. Entre espelhos, olhares atentos e linhas que ganham forma, cada criança tem construído imagens, narrativas e descobertas sobre si mesma.
Uma das propostas que atravessa esse percurso é o autorretrato, experiência que convida à observação, à escuta e à expressão.
Agora, desejamos ampliar ainda mais esse momento, convidando as famílias para compartilharem conosco essa experiência de criação e encontro.
Será um tempo de trocas, afetos e construções coletivas, no qual crianças e famílias poderão explorar juntas diferentes maneiras de olhar para si mesmas e para o outro, permitindo que memórias, descobertas e narrativas nasçam e atravessem esse encontro tão especial.
HERBÁRIO | ATELIÊ
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
Um convite para construir através da natureza.
No herbário, catalogamos, colecionamos e tornamos visíveis os detalhes do mundo natural. Cada folha, flor ou semente carrega marcas, texturas, cores e histórias que revelam a beleza dos pequenos processos da natureza.
Essa proposta fala sobre tempo e transformação: observar, organizar os materiais, esperar a secagem, acompanhar as mudanças e criar registros poéticos a partir dos elementos coletados.
O Ateliê Herbário será um convite para que as famílias possam observar com mais atenção, construir memórias e criar composições utilizando elementos naturais, fortalecendo vínculos através da pesquisa, da sensibilidade e da descoberta.
RITMOS | MÚSICA
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
Nesta vivência, as famílias participarão de propostas que articulam música e movimento, explorando ritmos, gestos e diferentes possibilidades corporais.
Ao longo do semestre, as crianças vêm investigando o corpo em movimento por meio da coordenação, lateralidade, escuta e percepção rítmica. A proposta da vivência nasce desse percurso e convida famílias e crianças a experimentarem juntas brincadeiras musicais e desafios corporais.
Será um momento de participação, observação e interação, no qual o movimento e a música se tornam caminhos para explorar o corpo e suas possibilidades.
DRAGONS LOVE TACOS | INGLÊS
(Sessões 9h, 9h45, 10h30, 11h15, 12h00)
Inspirada na leitura do livro Dragons Love Tacos (“Dragões Amam Tacos”), de Adam Rubin, ilustrado por Daniel Salmieri, a vivência convidará crianças e famílias para um jogo simbólico cheio de imaginação e descobertas:
“Let’s make a tortilla!”
Utilizando sementes, grãos e folhas de couve, crianças e famílias irão criar suas próprias “tortillas”, explorando texturas, cores e os nomes dos ingredientes em inglês.
A proposta convida o grupo a brincar com a imaginação, ampliar o vocabulário em inglês e investigar, de forma lúdica, diferentes alimentos e sabores.
EXPRESSÃO CORPORAL
(Não tem necessidade de inscrição)
O parque da escola ficará aberto e especialmente preparado com antecedência pela professora Adriana, de Expressão Corporal, para receber crianças e famílias em um espaço de encontro, brincadeira e interação.
A proposta dialoga com a Semana Mundial do Brincar, movimento que acontece entre os dias 23 e 31 de maio e que convida crianças e adultos a refletirem sobre a importância do brincar como experiência fundamental da infância, valorizando a potência dos encontros, os vínculos, as relações e os tempos compartilhados no cotidiano.
Será um momento para brincar junto, ocupar os espaços da escola e valorizar o brincar livre como direito essencial das crianças.



