Que bom que a sociedade está mudando o olhar para as pessoas portadoras de necessidades especiais. Este processo ainda está lento, mas pelo menos estão comentando mais as inúmeras possibilidades de vida destas crianças.
Como a Síndrome de Down vem abrindo grandes portas para a Inclusão Social, vale a pena ressaltar que os limites no desenvolvimento destas crianças não estão firmemente estabelecidos e que vão depender muito diretamente da proposta dos programas de estimulação precoce e educativos, que cada um receber.
A aplicação de bons programas de saúde tem conseguido aumentar a esperança de vida, na casa dos 60 anos em média. Ao mesmo tempo, a devida atenção psicomotora e educativa, que se inicia a partir do nascimento, permite descobrir as múltiplas capacidades que as pessoas com Síndrome de Down possuem em distintas áreas da atividade humana. Deste modo, atualmente são capazes de alcançar a plena integração em todas as áreas da vida: na família, na escola, no mundo de trabalho, no esporte, nas artes e na vida social.
Os portadores da Síndrome de Down, têm uma gama completa de emoções e atitudes; em seus jogos e brincadeiras são criativos e imaginativos, e quando alcançam o estado adulto podem chegar a ter, com um apoio variado, uma vida independente.
O que fica claro, é que através da adequada atenção neuro-psico-motora, afetiva, educativa e social, aplicada desde os primeiros momentos de vida, a criança vai desenvolver suas potencialidades, geralmente subestimadas pelo meio social.
A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento dos seus alunos, principalmente na parte da integração social dos grupos, onde trabalha com o respeito pelas diferenças. Todos fazem parte do mesmo mundo e estão juntos para aprenderem uns com os outros.
A Inclusão Social abrange todas as formas de interação entre as pessoas trazendo sempre o que cada um tem de melhor.
Vamos fazer com que esta Inclusão não se limite apenas aos portadores da Síndrome de Down, mas sim à todos os portadores de Necessidades Especiais e à todas as diferenças, sejam elas quais forem!
Beatriz de Carvalho Avelaira
Psicóloga e Psicomotricista
CRP 06/66218
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